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Nasa reconhece chuva de Santa Catarina como segunda maior do mundo

Nasa reconhece chuva de Santa Catarina como segunda maior do mundonasa
Tempo de SC chamou atenção de satélite da agência espacial norte-americana na última semana
Nasa reconhece chuva de Santa Catarina como segunda maior do mundo Alvarélio Kurossu/Agencia RBS
Em Itapiranga, uma das cidades mais atingidas, nível do rio Uruguai chegou a 14,59 metros Foto: Alvarélio Kurossu / Agencia RBS

Os dias de tensão com o tempo instável no Estado ainda não chegaram ao fim. Um ciclone extratropical agitou o mar na madrugada de domingo. O vento se intensificou, as rajadas na costa podem ultrapassar 100km/h. O aviso aos navegantes é ficar em terra.

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O tempo ficará estabilizado até sexta-feira. Quando, segundo a Epagri/Ciram, voltará a chover no Oeste e no Sul, nas divisas do Estado. No final de semana duas frentes frias se inclinam no Sul do Brasil, e chove mais em Santa Catarina. Quando as frentes frias se forem, a temperatura cairá bruscamente.

A chuvarada da última semana no Estado chamou a atenção até da Nasa.
A Defesa Civil do Estado divulgou que, de acordo com a análise do satélite TRMM (Tropical Rainfall Measuring Mission), lançado em 1997 pela agência espacial norte-americana, o volume de chuvas registrado no Estado foi o segundo maior do mundo na semana que passou.

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Os maiores volumes de chuva em SC foram no Extremo-Oeste, numa região que não era atingida por grandes enchentes desde 1983. Ao total, 41 cidades catarinenses foram afetadas – algumas ainda estão submersas – mais de 41,7 mil pessoas não têm como voltar para casa.

O satélite TRMM é amparado por 7.482 estações meteorológicas em todos os continentes. O maior acúmulo registrado na semana foi em Scoresbysund, na Groenlândia, onde choveu 255 milímetros em 24 horas.

Em Santa Catarina, a chuva não deu trégua por 151 horas. A enxurrada destruiu plantações em Mondaí – a mais atingida, com 452 mm de água –, em Chapecó (421mm) e Joaçaba (345mm). Nos últimos oito meses, houve alagamentos em todas as regiões de Santa Catarina. Em Rio do Oeste, esta é a segunda enchente de junho.

Apesar do fim das chuvas há deslizamentos no Oeste e no Meio-Oeste. No Alto Vale do Itajaí, a barragem oeste subiu quase 20 metros acima do barramento e sete comportas estão fechadas para controlar a fúria do rio.

Em Rio do Sul, mesmo sem chover no domingo, o rio se manteve com 10 metros. Em Taió, com 9 metros e, em Blumenau, 8 metros. Em Itapiranga, no Extremo-Oeste, o rio Uruguai subiu quase 15 metros.

O Alertablu, sistema de monitoramento e alertas de Blumenau, informou que a barragem de Ituporanga trabalha com 98,17% da capacidade. Se chegar aos 29 metros, a água verte. A barragem de Taió está com 94% da capacidade.

Dos municípios atingidos, 18 decretaram estado oficial de emergência: Palmitos, Joaçaba, Itapiranga, Rio das Antas, Águas de Chapecó, Videira, Herval do Oeste, Capinzal, Presidente Castelo Branco, Lageado Grande, Piratuba, Planalto Alegre, Itá, Irani, Rio do Sul, Cordilheira Alta, Rio do Oeste e Ibicaré. Em Arvoredo, 23 famílias que vivem ao redor dos rios Irani e Lajeado Leão deixaram suas casas na sexta-feira, após rompimento da barragem em Ponte Serrada.

A força das águas, porém, diminuiu no percurso e o susto foi maior que os danos. O trabalho de prevenção da Defesa Civil contou com apoio de 25 bombeiros.

Neste domingo, os bombeiros faziam buscas a dois homens que desapareceram no sábado à tarde no rio Canoas, em Correia Pinto, na Serra. João Pedro Costa Soares, de 63 anos, e o filho Roberto Bacher Soares, 36, estavam em um barco que virou.

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