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Administradora da empresa da balsa paraguaia reclama da ação da Marinha e comandante da Capitania Fluvial explica ação no Porto de Santa Helena

Administradora da empresa da balsa paraguaia reclama da ação da Marinha e comandante da Capitania Fluvial explica ação no Porto de Santa Helenabalsa
A administradora da Intercom, da qual faz parte a Buque Bus Transporte Aquaviário Nacional e Internacional, proprietária da balsa que foi lacrada no Porto Internacional de Santa Helena acha que a empresa foi vítima de uma injustiça e que a documentação da embarcação estaria em dia.

Claudia Leon lamentou o fato e disse que perante a Marinha Paraguaia, tudo estaria em dia para que a balsa continue fazendo a travessia, algo que já realiza há 10 anos no porto.

Marinha
O capitão de fragata Alexandre Ernesto Corrêa Sampaio atendeu a equipe do Correio do Lago para explicar a operação que está sendo realizada em toda a área de atuação da Capitania Fluvial que cobre a maior parte do estado do Paraná e alguns municípios do Mato Grosso do Sul. Em Santa Helena, a inspeção naval está sendo realizada desde o início desta semana e uma balsa, bem como um rebocador de uma empresa paraguaia, apresentaram algumas deficiências que precisam ser sanadas pela que a embarcação seja liberada e continue fazendo a travessia Brasil- Paraguai.

Correio do Lago: Este é um trabalho rotineiro?

Capitão Alexandre Ernesto Corrêa Sampaio: Sim, estamos realizando as inspeções em toda nossa jurisdição, com intuito de garantir a segurança de tripulantes e usuários das embarcações. Em Santa Helena, nossa equipe está desde segunda-feira e uma das balsas e um rebocador, encontra-se em situação que podem por em risco a navegação.

Capitão Ernestocapitao

CL: O senhor poderia dizer quais foram os problemas detectados?

Capitão Ernesto: Podemos citar que a embarcação estava sem o número suficiente de coletes salva-vidas e uma criança estava usando um colete inapropriado para a sua idade. Um motorista de um caminhão que estava sobre a balsa, se encontrava no interior de seu veículo e isso é proibido. Quanto aos coletes, posso exemplificar que se uma balsa tem capacidade para 100 pessoas, precisa ter 10% a mais, ou seja, 110 coletes.

CL: Estas regras são da Capitania Fluvial, da Marinha Brasileira?

Capitão Ernesto: Não. A Capitania Fluvial do Rio Paraná, a Marinha Brasileira, segue uma convenção internacional. O que é exigido aqui é exigido em qualquer parte do mundo em termos de segurança. São regras internacionais, são protocolos básicos que devem ser cumpridos em qualquer lugar.

CL: No rebocador também foram encontrados problemas?

Capitão Ernesto: Sim. Mas são detalhes mais técnicos e acredito que as alterações necessárias podem ser feitas logo e assim que as exigências legais forem cumpridas, logo poderemos liberar tanto o rebocador, como a balsa, para que continue seu trabalho.

CL: Mas estas balsas que fazem a travessia, tanto as paraguaias como as brasileiras, tem autorização para navegar.

Capitão Ernesto: Sim. Todas tem autorização para navegar, mas precisamos fazer uma comparação, para que a população possa entender melhor o que acontece. Quem tem um automóvel, paga IPVA, seguro obrigatório, está autorizado a navegar.
Mas precisa ter estepe, triângulo, cinto de segurança, faróis funcionando e o parabrisas inteiro. É um exemplo. Se o policial fiscaliza, pode multar e até apreender o veículo, mesmo tendo a documentação necessária para transitar pelas rodovias.

Fotos: Rafael Rosa, reportagem: Elder Boff / Correio do Lago

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