Economía

DÓLAR SALTA MAIS DE 1% E ENCOSTA EM R$3,30 COM TEMORES SOBRE AGENDA ECONÔMICA

(Reuters) – O dólar fechou com alta de mais de 1 por cento nesta quinta-feira, aproximando-se do patamar de 3,30 reais, com o placar da votação na Câmara dos Deputados indicando menor apoio político a Michel Temer, o que manteve a cautela do mercado mesmo após a segunda denúncia contra o presidente ser barrada

O dólar avançou 1,22 por cento, a 3,2846 reais na venda, depois de bater 3,2898 reais na máxima do dia, renovando as máximas em mais de quatro meses. O dólar futuro era negociado com alta de cerca de 1,55 por cento no final da tarde.

“Estou pessimista quanto à reforma da Previdência, o máximo que pode ser aprovado é uma reforma intraconstitucional”, afirmou mais cedo o diretor da Wagner Investimentos, José Faria Júnior.

A Câmara dos Deputados rejeitou a segunda denúncia contra Temer na noite passada, mas sinalizou, com o placar abaixo do esperado pelo governo e a demora de parlamentares da base em marcar presença na votação, que o Planalto deve encontrar dificuldades para tocar sua agenda.

Para analistas ouvidos pela Reuters, de modo geral, o placar da votação agora –251 votos, contra 263 votos na primeira denúncia– indica o esgotamento do capital político do governo, o que complica o já difícil cenário para aprovação de reformas, como a da Previdência.

O dólar começou o dia bem comportado, com leves variações frente ao real, mas o movimento de alta ganhou tração sobretudo no início da tarde.

“Quando o mercado fica tanto tempo parado quanto ficou nesses últimos meses, um movimento súbito acaba pegando muita gente de surpresa. O que era para ser uma marola acaba virando um tsunami”, disse o operador de um banco internacional.

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O mercado doméstico conseguiu melhorar mais após a confirmação de que haveria os leilões de blocos exploratórios do pré-sal. Mesmo com arrecadação abaixo do esperado, as operações foram consideradas um sucesso, com empresas estrangeiras sinalizando a viabilidade dos investimentos nesse setor no Brasil.

Apesar do desempenho positivo de hoje, o real ainda perdeu valor na semana, com queda de 1,69% – a mais forte para o período desde o fim de maio, auge do “Efeito JBS”. Outras divisas, porém, têm performance ainda pior. O rand sul-africano cede 3,3% na semana, enquanto a lira turca perde 3,1%. Peso colombiano (-2,6%), coroa sueca (-2,4%) e florim húngaro (-2,3%) também amargam quedas mais intensas.

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