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Agronegócio

Ameaça brasileira na soja preocupa Estados Unidos

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Líderes isolados na produção e na comercialização mundial de soja, os Estados Unidos veem o Brasil avançar tanto na produção como na utilização de tecnologia na cultura da oleaginosa.
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Mas, assim como no Brasil, a logística começa a preocupar também os norte-americanos, que têm sua posição ameaçada por brasileiros e argentinos.

Os sul-americanos estão implodindo a competitividade norte-americana. Em 1996, o Brasil tinha 3% da divisão do mercado externo de soja.

Após liderar as vendas do mercado internacional em 2011, com 43%, o Brasil voltou para o segundo lugar no ano seguinte, com 41%.

Já a Argentina, que atingiu 36% de participação no comércio mundial em 2001, recuou para 9% em 2012, devido ao avanço brasileiro.

Líderes, os Estados Unidos saíram de uma participação de 82% do mercado externo em 1996 para os 47% de 2012.

Os dados fazem parte de um estudo do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sobre a competitividade nesse setor.

Feito por dois especialistas no setor, Delmy Salin e Agapi Somwaru, a pergunta que fica é o que vem pela frente.

Uma das conclusões do estudo é que que Brasil e Argentina já têm custos e transportes mais competitivos, em alguns casos superando os dos Estados Unidos.

O problema para os produtores dos EUA é que as tecnologias de produção, principalmente após a adoção dos transgênicos, são as mesmas para as duas regiões.

O outro gargalo, o da logística, vem sendo atacado desde 2007 no Brasil, e com avanços.

Resta para os norte-americanos também avançar na busca de uma redução de custos tanto na produção como no transporte do produto das fazendas para os portos de distribuição externa.

Os norte-americanos têm custos fixos de produção menores do que os dos sul-americanos, mas perdem quando se trata de gastos com mão de obra, arrendamentos e terras.

No ano passado, os custos dos norte-americanos para produzir soja foram de US$ 21 por saca.

No caso da Argentina esse custo foi de US$ 16 e no do Brasil, dependendo da região, variou de US$ 17 a US$ 18 por saca.

O dilema dos norte-americanos passa a ser o de obter uma melhora nos custos, principalmente no de transportes.

Um pequeno avanço dos sul-americanos nesse segmento fará com que os norte-americanos percam ainda mais terreno no comércio mundial de soja.

Os norte-americanos estão cientes de que não está claro ainda quando e quanto o programa de melhoria de logística iniciado no Brasil começará a ter um efeito maior na economia do país, mas têm certeza de que isso vai acontecer.

Uma redução de custos o Brasil já obteve: a utilização de navios com capacidade maior e a redução internacional nos preços dos transportes, atualmente bem menores do que no pico de 2008.

Desperdícios Os olhos do mundo estão voltados para o Brasil na questão da alimentação das 9,3 bilhões de pessoas esperadas para 2050. Mas não basta apenas produzir. É preciso evitar desperdícios.

Discussões A FAO e outras entidades brasileiras, entre elas, a Embrapa, se reúnem na terça (14), em São Paulo, para discutir o tema.

Inovação Na pauta de discussões estarão, além da redução de desperdício, a abertura do comércio mundial, os investimentos em inovação e a garantia de renda para a agricultura familiar sustentável.

FONTE: Folha de S. Paulo

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